Como o Brexit afetará todas as pequenas e médias empresas em Londres?

Em 23 de junho de 2016, quinta-feira, o Reino Unido irá votar para decidir se irá permanecer ou sair da União Europeia.

De acordo com a votação do governo, deixar a UE criaria anos de incerteza e uma possível perturbação econômica. Isto, sem dúvida, reduziria o investimento e postos de trabalho no Reino Unido.

O motivo pelo qual a votação para saída poderia resultar em 10 anos ou mais de incerteza é que o Reino Unido precisará renegociar novos acordos com a UE e mais outros 50 países em todo o mundo.

Para piorar, a economia britânica poderia ser assolada por uma longa recessão de um ano.  Poderia haver uma perda de, pelo menos, 500.000 postos de trabalho e o Produto Interno Bruto poderia diminuir em torno de 3,6% após o voto para saída em oposição à permanência na União Europeia.

Cerca de 650.000 postos de trabalho em Londres estão ligados às exportações para os outros países da UE.

De acordo com uma pesquisa realizada pelo Tesouro, um voto para saída poderia causar um aumento no desemprego em torno de 73.000, ao passo que o desemprego entre jovens poderia aumentar para 8.000. O impacto e o choque de deixar a UE também poderiam significar uma queda de 62.000 libras nos preços de habitação até 2018 em Londres.

O impacto e o choque de deixar a UE também poderiam ser equivalentes a uma redução de 13,4 bilhões de libras no tamanho da economia de Londres até 2018.

Muitos empreendedores, europeus e não europeus com dupla nacionalidade, optaram por abrir um negócio na Inglaterra (principalmente em Londres), pois o país tem uma das taxas de imposto sobre sociedades mais baixas em comparação aos outros países da Europa; caso o Reino Unido saia da UE, um número elevado destes empreendedores optará por outros países para abrir um negócio em vez do Reino Unido. Muitos empreendedores também fundaram negócios no Reino Unido para ter acesso e negociar com outros países europeus.

Há milhares de pequenas e médias empresas em Londres, as quais têm os cidadãos europeus como principais clientes; caso o Reino Unido deixe a UE, o número destes cidadãos dispostos a vir ao Reino Unido será menor, o que resultará na diminuição de oportunidades de trabalho ou abandono das atividades, devido à perda de clientes, de grande parte destes negócios locais em Londres.

Todo período de incerteza econômica significa uma redução no poder de confiança do consumidor, dessa forma, as pessoas gastam menos, os negócios vendem menos, e há um efeito negativo na economia, o que pode também afetar gravemente as empresas pequenas.

Alguns negócios já existentes em Londres também irão optar por abrir um novo negócio ou, até mesmo, se mudar da cidade para outras capitais europeias, para chegar aos clientes da Europa e ter acesso ao mercado europeu, ou seja, mais um motivo para haver menos investimentos empresariais em Londres.

O custo de despesas diretas, tais como de matérias primas, também poderá aumentar. No momento, as transações entre comprador e vendedor dentro da União Europeia (desde que tenham registro de IVA) estão tributadas à taxa zero. Imagine qual seria o impacto de ter que pagar imposto ou direito de importação em todos os bens e serviços importados de outras empresas europeias. Sem dúvida, terá um impacto enorme nos preços de serviços e bens. Estes bens ficarão mais caros e, no final das contas, será o consumidor quem pagará pelo aumento no preço. Se o Reino Unido deixar a UE, não será mais necessário cumprir a Diretiva relativa ao IVA. É improvável que o governo revogue o IVA sem substituí-lo por um novo imposto sobre vendas no Reino Unido. Seja qual for a modificação, as empresas no Reino Unido que fazem negócios com fornecedores ou consumidores nos estados membros da UE têm probabilidade de enfrentar um aumento nos custos como resultado da adoção de sistemas diferentes.

Há algumas empresas, por exemplo, no setor financeiro (instituições de pagamento, transferências monetárias e outras instituições financeiras) que têm acesso a todo o mercado europeu, pois uma vez autorizadas pela FCA (Financial Conduct Authority), elas podem requerer o direito de passaporte para outros países da Europa e, após a concessão da autorização, estas empresas têm acesso a um número enorme de possíveis clientes em outros países europeus.

O Reino Unido é bem conhecido por todos os cidadãos europeus por ser um país que sempre apoia outros países da Europa e é parte da família europeia. Deixar esta família poderia significar um número menor de pessoas dispostas a escolher o Reino Unido como o primeiro destino de férias e os turistas são outra grande fonte de renda para um número elevado de pequenos e médios negócios no Reino Unido e, principalmente, em Londres.

As passagens e os pacotes de férias também ficarão mais caros e atingirão o bolso das pessoas que vivem no Reino Unido quando forem viajar para fora, bem como dos turistas que buscam viajar para o Reino Unido.

Como o volume de negócios das pequenas e médias empresas cai, o lucro também é menor. Isto quer dizer que o governo receberá menos impostos sobre sociedades, bem como será atingido pela redução das National Insurance Contributions (equivalente às Contribuições para Previdência Social no Brasil), enquanto o número de desemprego aumentará.

Se o Reino Unido deixar a UE, haverá um número menor de pessoas dispostas a comprar um imóvel no Reino Unido, bem como a baixa de preços destes imóveis. Também não há clareza em relação às consequências aos indivíduos que estão morando no Reino Unido e que talvez estejam interessados em fazer uma hipoteca, já que eles não saberiam qual seria o status de imigração, caso o Reino Unido deixasse a UE, ou se poderiam fazer esta hipoteca.

Londres é conhecida como um lugar de oportunidade para novas ideias de negócios. O motivo é muito simples. Em Londres, há mais de 30 grupos étnicos e mais de 250 idiomas falados, ou seja, se você quer testar uma ideia de negócios, Londres é o melhor lugar.  É uma cidade muito conhecida por ter ótimos profissionais e pessoas empreendedoras de todo o mundo. Londres é o centro de network empresarial no mundo. Se o Reino Unido deixar a UE, o número de pessoas dispostas a participar deste network cairá, o que, indiretamente, afetará as pequenas e médias empresas.

Como podemos ver, a saída do Reino Unido da União Europeia trará consequências graves e um período de incerteza aos pequenos e médios negócios.

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