Quando você deve selar uma parceria com o seu concorrente?

Você já pensou em unir o seu negócio ao do seu concorrente? Talvez sim.

Em minha opinião, a única forma de reunir dois concorrentes é se a sinergia real entre as duas empresas que fazem parte desta fusão criar valores que sejam maiores que aqueles de cada uma delas.  Uma fusão bem planejada precisa apresentar os dois resultados a seguir: Aumentar o valor da empresa (1 + 1 = 3) e reduzir os custos e despesas, consequentemente, aumentando a rentabilidade da empresa.

Mas o primeiro passo é elaborar o relatório de auditoria de cada empresa para saber se a fusão seria bem sucedida ou não. Há dados quantitativos e qualitativos muito importantes a serem analisados, bem como os pontos fracos e fortes de cada empresa. Por exemplo: volume de negócios da empresa, número de funcionários, segmentação de clientes-alvo, análise de clientes existentes, análise de processos e software, cultura da empresa e desempenho financeiro.

Entender o princípio do fundador por trás de cada empresa e o que cada um deles deseja fora da fusão também é primordial.

Precisamos lembrar que qualquer negócio tem apenas um líder que é o visionário, e como tal, o líder certo para o negócio deve ser escolhido para liderar a nova fusão à direção correta.

O novo líder deve garantir que os funcionários principais de cada empresa continuem a trabalhar na nova empresa.

Outro fator importante é: ambas as empresas trabalham no mesmo setor e têm o mesmo tipo de clientes? É mais difícil realizar a fusão entre duas empresas quando uma delas trabalha com clientes mais sofisticados e a outra com clientes em geral.  O ideal seria que ambos os negócios tivessem aproximadamente o mesmo tamanho, visassem o mesmo tipo de clientes e vendessem os bens a um preço semelhante.

Seria também complicado se o fundador de uma das empresas tivesse a ambição de crescer e o outro não.  Um cenário de ganho para ambos os lados seria aquele em que os dois fundadores tivessem a mesma ambição e cada um deles contribuísse com o seu melhor.

Cada empresa tem a sua própria cultura. Cada empresa tem os seus próprios valores, pressupostos e crenças, os quais regem a forma como os funcionários se comportam nas organizações. Estes valores têm uma forte influência sobre as pessoas na organização e ditam como devem agir e proceder ou mesmo como os funcionários devem se vestir.

Qual cultura empresarial será adotada quando os funcionários de duas organizações diferentes se unirem? A cultura da empresa deve ser escolhida com cuidado. Qual será a melhor marca empresarial a ser usada daqui para frente?  Deve ser uma das marcas já existentes ou uma nova marca?

Quais poderiam ser as 5 principais vantagens de selar uma parceria com o seu concorrente de negócios?

1) Economizar custos e despesas (Exemplo: Marketing, administração, software e outros)

Deixe-me explicar o que quero dizer com isso.  Cada empresa tem custos diretos, tais como de matérias primas.

À medida que o poder de compra aumenta, preços melhores podem ser negociados para as matérias primas, dessa forma, reduzindo os custos diretos. Cada empresa tem despesas tais como gastos com TI, manutenção de software, custos legais e outros. Todas estas despesas poderiam também ser reduzidas.   Mas as despesas de marketing devem ter uma atenção especial, pois se ambas as empresas visam os mesmos clientes e usam os mesmos canais de marketing, estes gastos podem ser cortados pela metade facilmente.

2) Aumentar o valor da empresa:

Na maioria das vezes, uma empresa bem estruturada com 60 funcionários vale mais que duas empresas com 30 funcionários cada.

3) Reduzir os custos de mudança de clientes:

Foi comprovado que o preço para adquirir um novo cliente é maior que o preço para manter um já existente, principalmente na indústria de prestação de serviços.   Cada vez que um cliente muda de prestador de serviço há um custo de aquisição para conseguir este cliente de volta. A fusão poderia reduzir estes custos drasticamente, já que a probabilidade do cliente mudar de empresa diminuiria.

4) Aumentar a eficiência:

Cada empresa que está participando da fusão precisaria trazer à tona o que faz de melhor.

Talvez, os processos de uma empresa sejam melhores que os da outra, o que resulta, portanto, em uma melhoria na eficiência da empresa.

O aumento na eficiência também está ligado ao aumento na produtividade, o que resulta em um aumento na rentabilidade.

5) Melhor uso do departamento de apoio:

Todas as empresas têm um departamento de apoio tais como departamento financeiro, departamento de administração, departamento de marketing e TI. Às vezes, estes departamentos não estão trabalhando em sua capacidade máxima, por isso, unir ambas as empresas pode significar um aumento à eficiência, o que seria o mesmo que um aumento na rentabilidade da empresa.

Embora, em teoria, as vantagens de uma fusão superem as desvantagens, o fator principal ainda é a sinergia que liga os dois empreendimentos. Ambos precisam estar dispostos a envidar esforços que beneficiarão a nova joint venture em vez de apenas cada um deles. O ímpeto para uma joint venture deve ser uma conquista maior em grupo em vez de uma pequena conquista individual. Se as coisas não estiverem indo muito bem ao longo do caminho, a comunicação é sempre uma ferramenta essencial para resolver a situação e garantir que os objetivos e compromissos permaneçam firmes de ambos os lados.

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